quinta-feira, 10 de junho de 2010

Moldagem

Quando saí já era dia
Mas a lua brilhava, imponente,
No meu céu azul e seco
Céu de inverno.

Adoro essas misturas
Que o universo se auto faz,
Dia com lua,sol com noite,
Parece saber sair sozinho
Da rotina que construiu.

Saí tarde, mas acordara cedo
Perdera muito tempo em frente ao espelho
É que naquele dia não me reconhecera
Aqueles olhos não eram meus
Aquela pele, tinha certeza
Havia mudado durante o sono.

Mas tudo bem, me misturava
Como o universo fora da rotina
Me acostumaria com a mudança
e mudaria mais de uma vez
(nunca fui alguém de faces iguais).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre Poemas de Amor

Nunca aprovo meus poemas de amor. Acho-os tolos, meio bobos. Até frescura me parecem. Oras, dizer que "sofro de amor"! Não sofro. Não dói.
Fico ansiosa sem saber o que esperar. Sinto a saudade de ter por quem esperar e a raiva de não parar de pensar que fomos um (por que não mais?).
Fico tonta ao olhar tuas fotos, minhas mãos não obedecem quando tento as rasgar. Me tortura ler declarações que vêm de ti, mas não para mim.
O tempo nem sempre passa. As vezes vem o frio. O esperado inverno, quando misturado à dramática carência, quero que parta logo.
Mas não sofro. Não admito, ao menos. É bobo e tolo. Até frescura me parece, essa coisa de sofrer...
... De suar frio...
... De tentar imensamente, mas não esquecer.