quinta-feira, 28 de abril de 2011

Alma

Máquinas de escrever em papel toalha;
Pétalas de rosa caídas sobre a mesa de vidro;
Luz baixa na sala de jantar;
E todo aquele barulho das teclas pela casa vazia
Me assusta.

Revivo dramas literários e seus momentos de escrita
Enquanto a folha sai, marcada, alada, do outro lado:
Máquinas de escrever,
grandes máquinas do tempo...

2 comentários:

  1. Joaquina, os ramos de rosa e um cigarro francês. Sobre a mesa, vestígios de uma estória. Mas ao redor, o vazio da noite. Joaquina entrou nas folhas mofadas do capítulo sete, saiu do real para viver o melhor.

    ResponderExcluir
  2. Se o real não me der segurança prometo encontrar-me em doces ilusões. Mais feliz que historiadores, estoriadora serei, pois não peço um mundo em meu umbigo, mas posso bem inventar meu próprio nariz.

    ResponderExcluir