terça-feira, 5 de julho de 2011

Organicizando

Tentei abrir a janela mas minhas mãos,
minhas mãos derreteram em água calma
que caiu no tapete que virou terra preta,
e ao sentir aquele conforto meus pés de mato viraram raiz
e meu tronco de madeira verde enrijeceu.

Meus cabelos continuaram cabelos
mas cabelos de àrvore, assim, meio folha
balançando, ainda, com o vento que entrou não sei de onde
pois no quarto fechado pela janela que não abriu
não tem vento
e na cidade fechada pelo concreto que não sarou
não tem brisa
não tem brisa.