sábado, 31 de março de 2012

Anoitecia...

Eu segurava os lírios
E ela chorava seu choro engasgado;
Eu sentia os lírios e ela fechava os olhos sofridos;
O perfume dos lírios e sua agonia gritada;
A leveza dos lírios e o ar pesado de dor.

Mais sentia o doce aroma mais amargo era o peito:
Segurava lírios para mãe minha
e dela a mãe segurava o corpo
consciente de ser o amor, maior fardo.

2 comentários:

  1. Sabe qual o ruim da poesia? Fazer um comentário e, por menor que seja, correr o risco de estragar. Queria apenas um botãozinho Curtir pra dizer como gostei.

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  2. Isso quer dizer, Gui, que terei de postá-la no Facebook! hahaha Obrigada, de verdade.

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