terça-feira, 12 de novembro de 2013

Suspiro, ah

Quem dera pudesse decifrar em palavras o amarelado daquela manhã, posta a mesa pra mim, pra ti, e o sol a entrar em fios de luz pela janela. Sala vazia, pés descalços empoleirados na cadeira, querendo chegar a ti, que sorrindo passava no pão a manteiga e tomava um gole de café. A graça toda de acordar do teu lado e pôr a mesa, a graça toda de pensar que logo mais a manhã se torna dia e, depois, só a noite pra te ver - que eternidade! -. Foi a primeira vez que não neguei ser tua sob o sol, lembro bem. E os olhos semicerrados pelo sono tranquilo... E os dedos do pé enrolados na madeira da cadeira, feito poleiro, me segurando pra não voar...

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