segunda-feira, 28 de abril de 2014

Agora que já faz um mês

O vidro quebrado por meu pulso
Na janela
é portal do vento a açoitar minhas velas.
Dobram-se as chamas por permiti-lo andar sobre elas,
repousar em meu quarto
em forma de frio.
Calado observa
o velho cabide cheio de chapéus
que quando criança assustava-me com formas de senhor,
e agora dança a sombra à luz das velas de malas prontas para partir.

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