segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sentir só

Ele grita na janela
uiva,
bate:
é a raiva do mundo transmutada
em vento.

a casa é forte mas parece que sacode 
tamanhos ruídos envolvendo-nos.

estou só
e tenho medo
- a simplicidade de estar só
e sentir só.



Luz Silenciosa

Deitada confortávelmente
em minha cama,
recém acordada pelo sol
cubro meu rosto com o lençol.

A preguiça vagarosa tranquilidade de ainda não pensar em nada
além de um sonho que não lembro.
Lençóis brancos de algodão sobre meu rosto
filtram o sol a entrar pela janela e rebater nas paredes do quarto.
O som das árvores farfalhando,
passarinhos.

Vejo só a claridade leve
o lençol dança um pouco com a brisa, me refresca e me aquece,
é um manto sagrado e na cama me mantém, me sepulta.

Sinto a respiração longa sonolenta
e aos poucos deixo de lado a necessidade de respirar.
Completamente sem me mover
já não sei se durmo
ou morro.